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Maria do Soccoro (Daniel Chaves)
A história de vida de Maria Socorro é resultado de uma triste realidade do nosso país. Ela, como a maioria das alunas do  Mulheres Mil, largou a escola na adolescência, sendo que por motivo diferente. Ela é uma jovem mãe solteira de 25 anos de idade, com dois filhos, e que deseja morar no Rio de Janeiro.

“Meu pai suicidou-se quando eu tinha 8 anos, e isso abala a vida de qualquer pessoa. Daí aos 14 anos eu sai da escola porque eu não tive uma família que me incentivasse a estudar, e acabei me perdendo na vida. Comecei a namorar, ir às festas, sem responsabilidades, e no meu segundo namoro eu engravidei, com apenas 16 anos”, conta Maria.

Não demorou muito para que ela engravidasse novamente, e no intervalo de um ano Maria teve o segundo filho. Atualmente ela, ainda, mora na casa da mãe, com os filhos e um irmão. Ela conta que voltou a estudar aos 21 anos, quando começou a fazer supletivo. “Hoje estou fazendo o ensino médio e estou decidida a terminar os estudos para trabalhar na área de informática. A minha meta é me capacitar e morar no Rio de Janeiro, porque penso que lá terei melhores oportunidades”.

O sonho de uma vida melhor no sudeste do Brasil, ainda, é o desejo de muitos nordestinos, apesar das dificuldades e o desemprego terem crescido junto com a globalização, principalmente em época de crise mundial e com a violência nas grandes cidades.

Porém, Maria tem a plena consciência de que com o apoio do Mulheres Mil, ela tem condições de conseguir crescer na vida sem precisar sair de sua comunidade, a Casa Branca, em Bayeux, na Paraíba. “É que eu sou muito sonhadora, sabe?! Sempre quis morar no Rio de Janeiro. É sonho antigo, mas eu sei que estou tendo a oportunidade de crescer aqui onde moro, através do Mulheres Mil”, desabafa.

O caso de Maria pode ser caracterizado pela desestruturação da família, onde ela passou por uma fase conturbada e de falta de perspectiva. Nota-se nela uma forte vontade de vencer na vida, mas que os erros do passado ainda são muito presentes em sua vida. Contudo, ela diz que depois que começou a participar das aulas do Projeto Mulheres Mil o seu conceito pelos estudos melhorou. “Hoje eu me sinto incentivada, frequento a escola à noite e com o Mulheres Mil eu tenho um reforço importante nos meus estudos”, revela.

Com esse pensamento, Maria Socorro dá um passo importante na sua vida, que aponta para um destino melhor do que há alguns anos. “Espero poder sair de casa, ganhar meu próprio dinheiro e criar meus filhos”, conclui.

Daniel Chaves – Assessoria de imprensa do IFPB.
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