Portal do Governo Brasileiro
Para Joselina de Jesus Pires, 40 anos, o projeto Alimento da Inclusão, no Maranhão, significa liberdade. Sem o marido para auxiliar na criação dos dois filhos, sentia-se aprisionada aos pais, com quem mora. Hoje ela é bolsista no Instituto, atuando junto ao projeto. No período de 27 a 31 de julho, participa como auxiliar de culinária, na empresa de alimentos Olívio j Fonseca, que no início de julho firmou parceria como projeto, no intuito de fortalecer a capacitação das alunas.

MM – Já é possível falar do impacto do projeto em sua vida?
Joselina Pires – Sim, é possível. As minhas amigas já percebem isso. Voltei a ter vontade de querer as coisas, de me arrumar, de sair, pois eu era muito caseira. Melhorou também meus conhecimentos sobre saúde e alimentação. Agora quero seguir adiante. No questionário do mapa da vida, respondi que o projeto mudou muito meu comportamento em casa. É uma pena que não apareceu antes, mas Deus sabe que apareceu na hora certa.

MM – Por que você ficava mais em casa?
Joselina Pires – Eu me sentia desprotegida. Tinha medo. A partir do momento em que comecei a participar do projeto, sem saber dos obstáculos que a gente ia ter que percorrer, eu falei para minha mãe que não queria parar pela metade, que ia seguir até o fim. Ela quis interferir, mas eu mostrei para ela que não estava perdendo nada, só ganhando tudo o que jamais pensei ganhar na vida. Perdia tempo quando ficava em casa assistindo às novelas.

MM – Por que você optava pelo isolamento?
Joselina Pires – Eu achava que com 40 anos já era tempo de parar. Eu tinha dores de cabeça constante, sem ânimo para nada, nem de me arrumar para sair. Meus filhos me cobravam isso.

MM – E agora, como está seu cotidiano?
Joselina Pires – Tenho horário de sair. Saio às duas da tarde, fico até as seis com a professora, tiro um tempo para lanchar e, às sete, vou para a sala de aula. O projeto me fez ver que eu era capaz de coisas que eu não sabia, como essa liberdade em relação aos meus pais. Já tenho as chaves da casa. Eles calaram, e o silêncio deles é o reconhecimento de que estou livre.

Valdália Alves – Assessoria de imprensa do IFMA
© Ministério da Educação. Todos os direitos reservados | Desenvolvimento: DTI - MEC - Governo Federal