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Paul Brennan, vice-presidente da Associação Comunitária dos Colleges Canadenses (ACCC), instituição parceira na implantação do Mulheres Mil, participou das atividades promovidas pela ACCC no Fórum Mundial. Para Brennan, uma das contribuições do projeto é validar os saberes adquiridos fora da escola, mudando assim a cultura dentro das instituições federais   

MM - Qual a importância da parceria da ACCC com os Institutos Federais no Brasil para a realização do Mulheres Mil?
Paul Brennan
- Na realidade, o que fizemos é ajudar os parceiros brasileiros com os nossos conhecimentos e oferecer algumas ferramentas que dão oportunidade de acesso social a essas mulheres. Juntos, estamos abrindo portas para mulheres que têm uma vida muito dura.

MM - Quais as contribuições da parceria entre a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e o Canadá?
Paul Brennan
- A ACCC apóia 140 instituições em mil localidades do mundo e um das contribuições da parceria com a Setec é que os membros da associação podem aprender e conhecer um pouco mais sobre o Brasil.

MM – O que levou o Brasil a ser um dos países a receber a parceria da ACCC?
Paul Brennan
- Há dez anos, o Brasil enviou alguns projetos para analisarmos, e o que mais nos chamou a atenção foi o projeto referente à inserção de mulheres de baixa renda no mercado de trabalho. Quando o Sérgio França (gestor nacional do Mulheres Mil), viu o que estávamos fazendo para o desenvolvimento de nosso país, ele decidiu expandir a ideia para o Norte e Nordeste do Brasil. Além de capacitar mulheres para as exigências do mercado de trabalho regional, o projeto prevê a valorização da bagagem cultural que elas trazem do seu cotidiano, marcado por dificuldades sociais e econômicas.
Por sermos de sociedades multiculturais, existe um sentimento grande de camaradagem. As identidades são muitas, apesar das diferenças.

MM – Quais as perspectivas de crescimento Mulheres Mil?
Paul Brennan
- Atualmente, o que temos feito é procurado novos parceiros como a indústria e o comércio. Assim como novas instituições para tornar o projeto duradouro, e cada vez mais forte. Com os grupos já existentes do Mulheres Mil o que queremos é melhorar o desenvolvimento, assim como fazemos com outros projetos com os quais mantemos parcerias, porque é preciso lembrar que nosso objetivo principal é formar cidadãos com consciência do mundo.

Vanessa Sena – Assessoria de imprensa do IFAM

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