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Reitora indígena, Marti Ford, trabalhou com gestores o modelo de ACESSO
Terminou, ontem (15/6), a primeira parte da capacitação canadense aos gestores do Mulheres Mil sobre o modelo de acesso desenvolvido naquele país, parceiro no programa. O evento aconteceu no Instituto Federal de Alagoas, Campus Maceió.

O sistema visa a inclusão de pessoas com poucas chances de terem acesso às instituições de ensino através de formas convencionais, a exemplo do vestibular. Assim, a história de vida, as competências, as habilidades, ou seja, todo o conjunto é observado e valorizado para permitir a entrada das pessoas nas instituições de ensino. Há a aplicação de testes básicos a fim de verificar o nível de escolaridade desses futuros alunos.

O método prevê ainda o envolvimento da comunidade para assegurar o sucesso às alunas. Além de outras formas de incentivo, como a participação em eventos e o apoio de empresários, visando  a oferta de vagas, ingressos para atividades culturais e de lazer e verba às estudantes carentes.

De acordo com a reitora de Educação Indígena do Red River College, responsável pelo workshop, Marti Ford, os gestores brasileiros da área de alimentos têm se empenhando muito buscando o sucesso do projeto. Ela ouviu muitos questionamentos e dúvidas, pois a cultura brasileira é diferente da canadense no aspecto de sensibilizar a iniciativa privada. A reitora, no entanto, estimulou as parceiras. “Quando comecei tinha as mesmas angústias e problemas semelhantes aos de vocês. Após muita divulgação associada a um trabalho de conscientização, pois fazia as pessoas se sentirem socialmente responsáveis, houve uma melhora incrível no projeto. Hoje, eles me procuram!”, pontua.

Na abertura do encontro, o reitor do IFPE, Sérgio Gaudêncio, afirmou ser o projeto uma grande oportunidade às classes desfavorecidas, pois traz a qualificação para o mercado ou a abertura do próprio negócio. O dirigente disse que a intenção, em Pernambuco, é a de ampliar o projeto para os demais Campi do Instituto atendendo, também, ao Interior do Estado. Já o Pró-reitor de Extensão, Dácio Camerino, enfatiza a importância da parceria com o Canadá e defende maior espaço às ações extensionistas nos Institutos.

Participam das oficinas os Institutos de Alagoas (Magda Zanotto), Maranhão (Maria Tereza Fabbro) e (Presley Fabbro), Pernambuco (Cláudia Sansil e Virgínia Gouveia) e Roraima (Jane Amorim, Elizabeth e Nadson).

Nesta quarta-feira (17/6) tem início a oficina sobre produção, manipulação e comercialização de alimentos, no Campus Marechal Deodoro do IFAL.

Cláudia Sansil – Jornalista e gestora do Mulheres Mil
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