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Recife, 3/4/2012 — Ovos de páscoa, pirulitos, surpresas de morango e ovos crocantes são alguns dos produtos que a segunda turma do projeto Culinária Solidária, do programa Mulheres Mil, aprendeu a fazer na aula temática que marcou o encerramento da quaresma, na manhã de terça-feira, 3, no campus de Recife do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco. Ministrada na Unidade Móvel do Senac, a oficina também recebeu servidores do instituto.


Durante a aula, as alunas recebiam informações para garantir o sucesso das receitas. “Qualquer gota de água faz desandar o chocolate”, alertava a professora Vera Lúcia Silva Nascimento, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Faz sentido. As estudantes são donas de casa que aprenderam a cozinhar desde cedo, mas não tinham base teórica. No curso, experiências acumuladas foram enriquecidas com o conhecimento técnico.

Moradoras da comunidade Chico Mendes, na periferia de Recife, elas veem no projeto uma chance de se profissionalizar e mudar de vida. “Todas são muito esforçadas; já são cozinheiras de mão cheia”, ressalta a professora. “É gratificante saber que o conhecimento adquirido aqui pode mudar a vida de cada uma. Muitos dos meus alunos estão empregados.”
Uma das estudantes que já vive da cozinha é Kátia Soares de Souza, 38 anos. No ramo de alimentos, ela tem uma fonte de renda. As encomendas mais solicitadas são as de peixe, bacalhau e chocolate. “Aprendemos muito aqui. Apesar de já vivermos disso, descobrimos novas formas de utilização de alguns materiais”, diz. “Além disso, hoje, só experiência não vale. Precisamos de um certificado.”

Kátia diz estar cheia de encomendas para entregar ainda na Semana Santa.

Detalhes — Maria de Lourdes da Silva, 53 anos, já sabe que no próximo ano sua Páscoa será diferente. “Vou fazer ovos para vender”, afirma. Eulália Vieira dos Santos, 50 anos, tem a mesma opinião. Pensa em trocar o ramo de confecção de roupas pelo de alimentos. “Não estou tendo lucro. Só vendo roupas no fim do ano. Por isso, meu marido já está estudando um ponto” revela. “A intenção é montarmos um negócio com comidas. Ela reconhece a importância das aulas: “Eu achava que sabia cozinhar, mas nas aulas aprendi detalhes que fazem toda a diferença”.

Convidadas a participar das aulas, as servidoras do instituto aprovaram a experiência. “É um trabalho muito agradável. No final, é gratificante ver o produto pronto”, salienta Maria José de Melo. Para a biblioteconomista Daniele Castro, o curso oferecido pelo Mulheres Mil agrega valor à vida profissional das mulheres participantes.

Assessoria de Imprensa do Instituto Federal de Pernambuco

Palavras-chave: educação profissional, instituto federal, Mulheres Mil

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