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Brasília, 10/5/2012 — Entrar em um curso profissionalizante sem antes passar pela alfabetização é a realidade de 54 estudantes atendidas pelo programa Mulheres Mil no campus de Taguatinga Centro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. Ao fazer a seleção de 100 mulheres em situação de vulnerabilidade social para atendimento pelo programa, a instituição constatou que algumas não poderiam ser encaminhadas diretamente para o curso de profissionalização. Optou então por providenciar, em um primeiro momento, a alfabetização das alunas para em seguida oferecer a capacitação profissional.

Como os institutos federais não têm autorização legal para promover alfabetização, a diretoria do campus decidiu firmar parceria com o governo do Distrito Federal. Em oito meses, as estudantes devem receber os certificados de alfabetização, segundo a coordenadora-geral de ensino da unidade, Ana Paula Santiago Seixas.

A etapa seguinte será o início das aulas de empreendedorismo. As turmas de alfabetização têm aulas uma vez por semana. Após a conclusão dessa etapa, as alunas passarão por teste de nivelamento que as deixará aptas a cursar até mesmo a segunda fase do ensino fundamental.

As estudantes da turma de alfabetização fazem planos para o momento da conclusão do curso. Terezinha de Jesus, 47 anos, que trabalha como cozinheira, pretende, ao concluir o curso de empreendedorismo, buscar o sonho de ter o próprio restaurante.

Anaíde José da Silva, 43 anos, que está desempregada — problemas de saúde a impedem de continuar trabalhando na área de reciclagem —, espera encontrar emprego como caixa. O curso que ela faz inclui aulas de gestão e cálculo que podem habilitá-la para atuar nessa área do comércio.

Para Lúcia Hernandes, 37 anos, o curso de alfabetização e empreendedorismo pode ajudá-la na gestão da cooperativa da qual participa. Ela atua na coleta de material para reciclagem no lixão da Cidade Estrutural, uma das regiões administrativas do DF. Com o aperfeiçoamento, tem a expectativa de trabalhar de forma direta na gestão da cooperativa.

Turmas — O nível de escolaridade e a capacidade para ler e escrever das estudantes apresenta variações. Algumas ainda não conseguem ler nem escrever. Outras já cursaram boa parte do ensino fundamental, mas precisam rever parte do que aprenderam.
O grupo de 54 mulheres foi dividido em três turmas, de acordo com a capacidade de leitura, escrita e interpretação. Há alunas que estão começando pelo alfabeto e aprendendo a assinar o nome. E aquelas que vêm melhorando a capacidade de entender textos e contextualizá-los.

(Assessoria de imprensa do Instituto Federal de Brasília)

Palavras-chave: educação profissional, instituto federal, Mulheres Mil

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