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Novas alunas do Ifet-RN (Foto: Carmen Spinola)

Rita de Cássia da Silva, moradora do assentamento Modelo II, no município de João Câmara/RN, não escondeu a alegria ao saber que as aulas do Casa da Tilápia, Mulheres Mil do Rio Grande do Norte, acontecerão perto de sua casa, na comunidade em que mora. A notícia foi dada por Ivanna Fornari, gestora do projeto no Estado, no último dia 2 de dezembro, quando parte da equipe do projeto foi aos assentamentos para realizar a matrícula das alunas.

A ação veio junto com notícia: “A partir de hoje, vocês são alunas do Cefet (Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Rio Grande do Norte), informou Ivanna. No Rio Grande do Norte, o projeto vai beneficiar moradores dos assentamentos Modelos I e II, Aracati, Bebida Velha e Canudos. Essas localidades estão inseridas na região do Mato Grande, no Rio Grande do Norte, que tem se destacado economicamente como pólo de cultivo de tilápias.

 

Qualificação profissional e aumento de escolaridade

 

Os cinco assentamentos rurais que serão atendidos pelo Casa da Tilápia sofrem com o ensino precário, escolas sem estrutura adequada e falta de professores. O projeto, que vai ser realizado em parceria com as prefeituras municipais na oferta do ensino fundamental na modalidade EJA, possibilitará às participantes a oportunidade de ter uma qualificação e aumentar a escolaridade.

Além de cursos de artesanato, utilizando couro da tilápia, as alunas terão aulas de português, matemática, saúde e direito da mulher, empreededorismo e cooperativismo. A equipe que trabalha no projeto é multidisciplinar e conta com professores, técnicos-administrativos, alunos-bolsistas e profissionais como psicólogos e pedagogos do Cefet-RN.

Ivanna Fornari explica que o grupo de trabalho tem como principal preocupação as resistências que essas mulheres irão enfrentar ao longo do curso e as dificuldades para dar continuidade às aulas. “Sabemos que a pressão é muito grande, por parte dos companheiros, pelo acúmulo de atividades domésticas, mas vamos ajudar no que for preciso para que consigam chegar até o final, até o horário das aulas será escolhido por elas, de acordo com a disponibilidade de cada uma”, informou a gestora.

Naquele dia 2 de dezembro, a esperança estampada no rosto dessas mulheres, que têm uma vida marcada por decepções e abandonos, se revelou no depoimento de dona Rita, a dona de casa, mãe de três filhos, citada no início do texto. “Deixo os meninos com a minha mãe, com o marido, com a minha irmã, mas não vou perder nenhuma aula”. E completa, com um sorriso confiante: “quem tem força de vontade, chega lá”.

Carmem Spinola – Assessoria de imprensa da Funcern

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