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Cristina Rodrigues Carneiro é psicóloga do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e trabalhou, com as alunas do Mulheres Mil,  o tema violência doméstica. O delito ainda atinge milhares de mulheres no Brasil e a falta de informação, muitas vezes, é um dos principais entraves enfrentados pelas vítimas. Descobrir os direitos e conhecer a rede de atendimento para as vítimas, segunda Cristina, são ferramentas importantes de combate.

MM – Como foi realizado o trabalho com as mulheres?

Cristina Rodrigues  -
Devido à minha experiência profissional em uma delegacia, onde realizava o trabalho de facilitadora da garantia de direitos da população, fui direcionada a trabalhar na disciplina Direitos da Mulher. Abordei o tema Serviços de Atenção em Defesa dos Direitos da Mulher no Amazonas, apresentando, às alunas do projeto, a rede de Assistência à Mulher em vigência atualmente no Estado do Amazonas, baseada no que preconiza a Lei Maria da Penha.


MM – De que forma a temática foi repassada?

Cristina Rodrigues -
Elucidei as alunas como funcionam os abrigos para mulheres vítimas na cidade de Manaus e suas formas de acesso, principalmente para aquelas que estão sob clara ameaça de morte. Divulguei os serviços de atendimento psicológico, social, jurídico, pedagógico e laborativo em vigência e voltados à situação de violência contra a mulher, para que elas pudessem conhecer a rede de assistência existente e poder fazer uso dela, bem como indicá-la às mulheres da comunidade que estejam passando por tal situação.

Os materiais didáticos foram direcionados para esclarecer o funcionamento e a rotina dos atendimentos direcionados aos casos de violência doméstica contra a Mulher, desde a chegada da vítima na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) e os principais procedimentos de registro do boletim de ocorrência, inquérito policial, dentre outros, até a chegada do processo à Vara Especializada Maria da Penha, onde serão realizadas as audiências de conciliação e/ou condenação do agressor.

MM – Por se tratar de assunto delicado, que dificuldades você enfrentou?

Cristina Rodrigues -
Não tive grandes entraves ao abordar a temática com as mulheres, pois a clientela do  Mulheres Mil é semelhante à  que eu atendia no Projeto Ame a Vida, ou seja, mulheres de comunidades carentes da cidade. Tal particularidade estimula ainda mais a realização do trabalho, visto que a satisfação de estar ensinando-as a reivindicar seus direitos e ter acesso aos serviços oferecidos no Estado, o qual a grande maioria sequer ouvira falar, engrandece a importância do  Mulheres Mil e do trabalho da equipe multidisciplinar como um todo.

Nancy dos Anjos – Assessoria de imprensa do IFAM
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