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João Dias, reitor do IFAM (Divulgação: IFAM)

À frente do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) há pouco mais de um ano, o reitor João Dias fala sobre as expectativas do curso de camareira oferecido pelo  Mulheres Mil. Dias ressalta a importância da transformação do projeto em política pública e adianta as  metas para 2010: incentivar as alunas a fazerem curso técnico e estabelecer parcerias para contribuir com a empregabilidade.
A previsão, segundo Dias, é que o mercado hoteleiro tenha um aquecimento significativo em função da Copa de 2014, visto que Manaus será subsede.  Com duas turmas certificadas, o projeto está caminhando para a terceira, com previsão de abertura do edital em março.

Portal Mulheres Mil - Qual a importância da capacitação do Mulheres Mil para o processo de democratização do acesso ao ensino?
João Dias
- É um programa que traz melhoria na qualidade de vida de um grupo de mulheres de baixa renda e provoca uma melhoria na autoestima. Mas temos ambições maiores: queremos aumentar o número de alunas absorvidas pelo mercado.

Portal Mulheres Mil - Qual seria uma das soluções para aumentar o número de alunas no mercado hoteleiro?
João Dias
- Acredito que a partir do momento que oferecermos a oportunidade para que essas mulheres continuem com os estudos, não somente adquirindo a qualificação, mas também fazendo um curso técnico. Além de procurar aumentar as parcerias, principalmente com os hotéis.

Portal Mulheres Mil - Manaus será um das subsedes da Copa do Mundo de 2014. Quais ações estão sendo planejadas para o Mulheres Mil?
João Dias
- Há uma necessidade criteriosa em fortalecer o curso, porque estamos vivenciando uma avalanche de construção de hotéis para a copa de 2014. Isso vai necessitar de mão- de- obra. Estamos esperançosos com a abertura do número de empregos neste setor. Além do curso de camareira, estamos analisando, junto com a coordenação do projeto, a possibilidade de oferecer a qualificação em hospedagem e assim ampliar as chances no mercado de trabalho.

Qual sua opinião sobre a meta de transformar o Mulheres Mil numa política pública?
João Dias
- Acredito que vai melhorar bastante, porque as alunas vão adquirir uma formação mais aprimorada, vai ocorrer uma verticalização do conhecimento. Esta ação vai ser um ganho muito maior do que terminar somente a qualificação em camareira e parar de estudar. Ainda vamos conversar com a Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica) para criarmos o curso técnico em turismo. Desta forma, estaríamos contribuindo para a formação dessas mulheres. Elas começariam no Mulheres Mil e poderiam mais tarde ingressar no ensino técnico.

Vanessa Sena – Assessoria de imprensa do IFAM

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