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Maria Aurineide  (Credito: Stela Rosa)

Maria Aurineide Alves, 45 anos, nasceu em Roraima. Índia da tribo Macuxi, ela está presa há cerca de dois anos, esperando sentença. Com cinco filhos e oito netos, ela achou que poderia melhorar de vida se envolvendo com tráfico.

Portal Mulheres Mil - Qual sua expectativa em relação ao projeto?

Maria Aurineide - É bom poder estudar, é uma oportunidade que a gente tem. Muitas das que estão aqui querem uma chance de trabalhar e estudar. Para quem quer mudar de vida é uma oportunidade muito boa. Às vezes, a gente cai no negócio (tráfico), como muitas que têm aqui, porque está difícil emprego. Aí a gente acha que vai ganhar dinheiro fácil. Fácil é cair aqui dentro. Há muitas coisas que podemos fazer para ganhar dinheiro: bolo, café, tapete, porque tudo vende.

Portal Mulheres Mil – Em que você trabalhava?

Maria Aurineide - Sempre trabalhei em casa de família, não gosto nem de falar que dá um nó na garganta (choro). Fiz concurso na prefeitura e não passei.

Portal Mulheres Mil – Por que você se envolveu com o tráfico?

Maria Aurineide - Eu tenho um filho viciado. Ele não vendia, mas usava. A gente conhece muita gente e aconteceu de me convidarem. Por isso, estou aqui. Ainda não fui sentenciada, mas já estou aqui há mais de dois anos (choro).

Portal Mulheres Mil - E com a família, tem contato?

Maria Aurineide - Eles não vêm me visitar. A minha mãe não quer me ver, meu pai também não. A única pessoa que tenho contato é com o meu outro filho que está preso por homicídio. Vou ao presídio visitá-lo todos os domingos. Tenho enfrentando tudo sozinha.

Stela Rosa - Jornalista do Mulheres Mil.

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