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Alessandra Teles da Silva (Crédito: Virgínia Albuquerque)

Alessandra Teles da Silva tem 31 anos e está na penitenciária há cinco meses por crime de tráfico. Começou a usar drogas com 14 anos, quando se envolveu com pessoas que não só usavam, mas também comercializavam o produto.

Segundo ela, a realidade na cadeia não é nada fácil. Confinada, sem contato com os parentes e os filhos, ela relata que o tempo parece não passar. “Estamos aqui pagando por nossos erros e não temos como voltar atrás, mas digo a todos que estão lá fora que jamais queiram viver aqui. Não me sinto ‘presa’ porque conheci a Deus, tenho fé e paciência”, desabafou Alessandra, enfatizando que esta não é a realidade da grande maioria, pois muitas vivem revoltadas e insatisfeitas com a condição de interna.

Aos 12 anos, ela desligou-se da família e se envolveu com drogas na ilusão de abrir possibilidades de um futuro melhor. Hoje, não tem contato com os familiares e nem com os filhos. “Envolvi-me com o tráfico para não me prostituir. Tenho uma amiga há vinte anos que conheço desde muito pequena e ela me convidou para entrar em sociedade com ela. Passamos três anos vendendo drogas e hoje ela também está aqui. Não tenho contato com a minha família há quase 17 anos e eles não sabem que eu estou presa. Tenho três filhos, o mais velho mora em Manaus, o segundo vive na Venezuela com o pai e o mais novo com o meu compadre”, conta Alessandra.

Alessandra vai cursar a 5ª série da Educação de Jovens e Adultos e diz que o Mulheres Mil veio em boa hora. “O projeto preenche nosso tempo e serve para nos entretermos e para aprendermos um pouco mais. Sou cozinheira e pretendo montar meu próprio negócio quando sair daqui. O estudo representa a garantia desse progresso”, destacou.

Virgínia Albuquerque – Assessoria de imprensa Cefet - RR

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