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Maria Vanessa (Crédito: Virgínia Albuquerque)Maria Vanessa Lopes de Oliveira tem 29 anos, é cearense e há um ano está na penitenciária pelo crime de tráfico. Aos 16 anos, ela veio de Juazeiro do Norte e em Boa Vista conheceu o marido que também está preso. “Meu marido foi preso, acusado de homicídio, e para ajudá-lo a sair da cadeia me envolvi com drogas. Paguei dois advogados, mas nenhum conseguiu tirar ele daqui”, disse Vanessa.

A escola nunca a atraiu, mas agora ela acredita que a educação pode ajudá-la a mudar a realidade. “Vou fazer a 5ª série e desta vez não vou desistir. Eu nunca tive vontade de estudar, mas agora é diferente, me sinto motivada a mudar de vida”, pontua. Para a reeducanda, as aulas da Educação de Jovens e Adultos representam a possibilidade de progredir e ter um futuro melhor.”E o projeto como um todo é muito bom porque ocupamos nosso tempo. Quando estamos presas pensamos muita besteira. É importante também para nossa formação profissional”, destacou a reeducanda.

Sobre a família, Vanessa fala emocionada que tem quatro filhos e que, antes da irmã assumir a guarda das crianças maiores, eles viviam no abrigo. O filho mais novo tem dois anos e vive com uma senhora que pretende adotá-la. Vanessa conta ainda que tem uma outra irmã que também está presa por tráfico.

Vanessa fez um apelo ao Sistema Penitenciário e a Justiça como forma de protesto pela situação em que se encontram a maioria das reeducandas. “A justiça deveria estudar o caso de cada uma de nós. Estamos aqui praticamente esquecidas. O Estado paga para que os advogados nos defendam e eles não trabalham da forma como deveriam”, desabafou Vanessa.

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