Portal do Governo Brasileiro

Entrevistas - Desenvolvimento Comunitário

Milton Araújo Gomes

Milton Araújo Gomes é mais um aluno que integrou o Mulheres Mil como voluntário. Cursando o 6º semestre do curso de Administração no Instituto Federal da Paraíba, ele fez parte da equipe que ministrou a disciplina de informática.

MM - Como foi a experiência?
Milton Araujo - Tive a oportunidade de passar o conhecimento que tenho e também de conhecer a realidade das mulheres. Percebi que a contribuição dos voluntários ajuda a mudar a vida dessas mulheres para melhor. Isso é muito gratificante!


MM - Como foi o seu envolvimento?
Milton Araujo - Fui monitor nas aulas de informática básica. Algumas já tinham conhecimento básico sobre o computador e alguns aplicativos, mas a maioria teve essa experiência pela primeira vez. Acredito que esse trabalho de inclusão digital é muito importante para elas.


MM - Qual a importância do Mulheres Mil?
Milton Araujo - É um projeto que proporciona a oportunidade de conhecimentos básicos, como aprender a ler e a escrever. Isso eleva a autoestima, pois, devido às dificuldades de toda uma vida, elas se sentem um pouco desacreditadas. E é isso que o projeto resgata: dignidade e cidadania.

Stela Rosa – Jornalista do Mulheres Mil

Daniel Santos (Divulgação IFPB)

Aluno de Administração de Empresas do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Daniel Santos Torres, está participando do Mulheres Mil como voluntário. Atualmente, ele é instrutor na disciplina de informática, contribuindo com a inclusão digital das alunas do projeto.  A experiência, segundo Daniel, está despertando o desejo de atuar em sala de aula. Na Paraíba, o projeto está beneficiando as marisquerias e artesãs das comunidades de Bayeux e Cabedelo.

Mulheres Mil - Como você ficou sabendo do  Mulheres Mil?
Daniel Santos
- Conheci o projeto através de minha professora de inglês, na época Mônica Montenegro, que explicou para a turma o que seria o Mulheres Mil. Achei muito interessante a troca de experiência que iria acontecer no decorrer do projeto. Sempre tive vontade ajudar em algum projeto social e vi nesse uma oportunidade para essa realização. 

Mulheres Mil - Que trabalho você está desenvolvendo com as alunas?
Daniel Santos
– Antes eu trabalhava no suporte, já que meu horário de aula batia com o horário de aula delas. Hoje estou trabalhando como instrutor no projeto de inclusão digital, que está sendo realizado durante as férias, e está sendo ótimo.

Mulheres Mil - Na sua opinião, qual a importância do Mulheres Mil?
Daniel Santos
- A inclusão social dessas mulheres, na minha opinião, é a coisa mais importante. Elas hoje têm acesso a informações e coisas que elas não imaginavam conhecer. Acredito que cada aula é como uma nova janela que se abre para um futuro melhor.

Mulheres Mil - Que conhecimentos essa experiência está trazendo ?
Daniel Santos
- É impressionante o quanto se aprende com elas, o cotidiano delas, a felicidade com que chegam ao IFPB, mesmo sabendo que existem muitos obstáculos. Foi fantástico o primeiro dia de aula. Saí da sala revigorado, com a sensação de que posso contribuir ainda mais. Essa experiência está despertando em mim um desejo de dividir com as outras pessoas os conhecimentos adquiridos, ou seja, ir para sala de aula.

Stela Rosa – Jornalista do Mulheres Mil

A alegria e educação são as ferramentas de Valdeci

Alegre e otimista, a artesã Valdeci Lima, aluna da Paraíba, é casada, tem três filhos e avalia que, desde que começou a participar do Mulheres Mil,  a vida mudou para melhor. As aulas e o convívio com as colegas de curso contribuíram para reavaliar a trajetória e traçar novas planos. “Esse contato que temos durante três dias da semana, em que a gente pode conversar sobre o que gosta e rir muito, faz sentir que podemos realizar nossos sonhos”, destaca.

A meta de Valdeci é conquistar sua autonomia financeira para criar os filhos sem depender de ninguém. Ela acredita que, com a qualificação profissional e o bom humor, chegará lá.  “A idéia de querer uma vida melhor vem da união entre melhorar o nível escolar e aproveitar tudo de bom que é oferecido, sem pensar apenas em ter uma renda melhor. Tem que dar risada, brincar e ser alegre”, conclui.

Entre as atividades que mais gosta no curso destaca as oficinas de reciclagem de papel, pois, segundo Valdeci, possibilita qualificar os seus trabalhos e ajuda a vislumbrar alternativas de incremento da renda. “Estamos nos preparando para criar uma cooperativa para melhorar nossas condições de trabalho no artesanato e na pesca”, planeja.

As atividades lúdicas, como oficina de dança, as visitas aos pontos turísticos e a construção do mapa da vida, são as preferidas. “Eu gosto muito das aulas mais dinâmicas, como de dança, pois a gente pôde dançar ciranda, côco, dança de roda e nos divertimos muito. Seria ótimo ter mais vezes. Queria também que tivesse aula de natação, pois seria importante para a saúde e para se divertir”, reivindica.

Daniel Chaves – Assessoria de imprensa do IFPB

AlAlexsandro Dantas

Alexsandro Dantas de Medeiros é técnico administrativo do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e mais um profissional da instituição a se engajar no Mulheres Mil. Ele está ministrando o curso básico de informática para as alunas do projeto e, segundo ele, a mão que está dando para as mulheres é como uma via dupla: ele repassa os conhecimentos e amplia sua capacidade de trabalhar em grupo. O curso é um passaporte de entrada para que as alunas possam, no cotidiano, se beneficiar da tecnologia.

Mulheres Mil - O que o levou a se engajar no Mulheres Mil?

Alexsandro Dantas
- A vontade de também contribuir para o desenvolvimento dessas mulheres, doando um pouco do meu tempo e conhecimento.

Mulheres Mil - Que trabalho você está desenvolvendo com as alunas?

Alexsandro Dantas
- Tive a oportunidade, através da antiga instituição EAF Sousa, onde trabalhei por 10 anos, de fazer vários cursos de informática e sei como isso mudou minha vida. Proporcionou-me uma melhor qualificação profissional, desta forma tenho a oportunidade, através do Mulheres Mil, de repassar este conhecimento adquirido.

A tecnologia tem um papel importante em nosso dia-a-dia. Mesmo quem não tem computador em casa ou no trabalho convive com recursos tecnológicos e deles depende direta ou indiretamente.

Analisando esta situação, montou-se uma proposta de um curso básico de informática para que as alunas tenham mais acesso à tecnologia e dela possa se beneficiar em seus afazeres, no trabalho, em casa, na escola, no auxílio aos filhos ou simplesmente para que se sintam melhor inseridas no contexto em que vivemos.

Pretendemos que esse curso seja uma contribuição no processo de democratização da informação, formando cidadãos melhor informados e garantindo uma maior participação na vida da sociedade.

Mulheres Mil - Qual a importância do Mulheres Mil?
Alexsandro Dantas
- Este projeto tem um papel importantíssimo na valorização do ser humano, oportunizando-o a formação educacional necessária ao seu desenvolvimento como cidadão.

Mulheres Mil - Que aprendizagens a experiência está proporcionando para você?

Alxsandro Dantas
- Está ampliando minha capacidade de trabalhar coletivamente e proporcionando a oportunidade de familiarizar as alunas com o recurso tecnológico, contribuindo para que as mesmas estreitem suas relações com a tecnologia, inserindo-se melhor ao contexto da modernidade.

Stela Rosa – Jornalista do Mulheres Mil

Timidez, vida caseira, poucos amigos e quase nenhum convívio social com a comunidade. Assim era a vida de Erika Oliveira, 19 anos, antes de participar do Mulheres Mil, na Paraíba. Com a convivência com as colegas e os professores, ela está conseguindo vencer a timidez. “ Nas aulas, fui me acostumando a ter contato constante com as pessoas, e a minha timidez foi diminuindo. Agora eu converso e as colegas até dizem que sou uma tagarela”, brinca.

Ela nasceu em João Pessoa, mas ainda criança foi morar na comunidade de São Lourenço, em Bayeux.  O pai largou a família quando ela tinha 12 anos, e a partir daí a relação entre eles quase não existe. “Eu não tenho muitas notícias. Ele é ausente, vive sumido, nem sei se tenho outros irmãos ou irmãs. Não sei quase nada dele”, revela.

Além de vencer a timidez, Erika está descobrindo seus talentos. “Estou aprimorando minhas habilidades manuais nas aulas de papel reciclado, que abre várias possibilidades para produzir peças diferentes. Acho que herdei esse gosto pela arte da minha mãe. Gosto de dançar e fazer artesanato”, relata.

Para Erika, o Mulheres Mil abre perspectiva de um futuro melhor. “Nós temos muita expectativa em torno da criação da cooperativa de marisqueiras e artesãs. Queremos que isso aconteça logo, porém sabemos que devemos primeiro ter competência, e isso a gente está adquirindo com a qualificação”, destaca.

Daniel Chaves – Assessoria de imprensa do IFPB

© Ministério da Educação. Todos os direitos reservados | Desenvolvimento: DTI - MEC - Governo Federal