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Reunião entre Rodrigo, à direita, Ana Cláudia Xavier e o reitor do IF Piauí, Francisco Santana

Durante a visita ao Vestindo a Cidadania, Mulheres Mil do Piauí, Rodrigo Lima, assessor de Relações Internacionais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/Mec), elogiou o desempenho do Piauí e falou sobre as perspectivas para 2011. A busca da sustentabilidade dos projetos e a construção de um centro de referência para repassar, aos demais institutos, a metodologia desenvolvida na implantação dos projetos serão as prioridades.

Mulheres Mil: Quais as perspectivas do Mulheres Mil para 2011?

Rodrigo Lima: Estamos desenvolvendo com as instituições um planejamento voltado para a sustentabilidade dos projetos, ou seja, a busca de parcerias com empresas, instituições como o sistema S, de forma que o instituto consiga trabalhar com o Mulheres Mil por conta própria e com os parceiros. 

Também foi definida uma série de ações nacionais, dentre elas a sistematização de uma metodologia brasileira, a partir da experiência canadense. Criamos um método brasileiro para as instituições fazerem a inclusão de mulheres com vulnerabilidade social, para que elas tenham uma formação profissional e assim possam acessar o mundo do trabalho. Também temos o intercâmbio entre as instituições brasileiras e a construção de um centro de referência da metodologia. Esse centro vai formar professores e equipes multidisciplinares de qualquer instituto que queira implementar o Mulheres Mil.

Mulheres Mil: Qual o papel dos Institutos Federais no desenvolvimento do projeto?

Rodrigo Lima: Atender a um público novo. O Mulheres Mil contribui para mudar a consciência dos institutos em relação a esse novo papel. Os institutos devem atender não só o público que passa no vestibular, mas também os trabalhadores do mundo informal que precisam ter seus saberes reconhecidos e complementados.

Mulheres Mil: Como está o projeto aqui no Piauí?

Rodrigo Lima: Baseado na avaliação e no desenvolvimento do projeto, nós constatamos que ele está muito bem. O Mulheres Mil realiza um trabalho integral, desde a seleção das mulheres, o acesso às instituições, a preparação de aulas adequadas às suas realidades e aos saberes que elas possuem, a permanência no instituto e, por fim, o ingresso no mundo do trabalho. Mas chegou o momento em que ele precisa superar alguns desafios. As mulheres estão terminando a formação, e o desafio agora é fazer o vínculo com o mundo do trabalho, ou seja, fazer com que as mulheres que estão sendo formadas, que têm habilidades e saberes adquiridos, possam conseguir empregos formais, trabalhar como autônomas ou trabalhar em cooperativas.

Mulheres Mil: Das histórias das alunas piauienses, o que mais chamou a sua atenção?

Rodrigo Lima: O mais interessante é que tem muitas mulheres mais velhas. É difícil trabalhar com mulheres que decidam voltar ao trabalho com idade mais avançada. Aqui você encontra essas pessoas engajadas no projeto, que estão dispostas a aprender e a conseguir um trabalho, como o caso da dona Maria, a aluna mais velha da turma, que se relaciona muito bem com todos. Ela é perseverante, engajada. Hoje, quando a gente foi ver os resultados , ela era quem tinha produzido mais coisas. Por um lado, ela precisa de mais ajuda, mas, por outro, ela teve mais dedicação para realizar. E todas elas mostram a satisfação que têm com o que foi aprendido.

Mulheres Mil: Como você avalia o potencial de inclusão do Vestindo a Cidadania?

Rodrigo Lima: O projeto é bem sucedido. As alunas se sentem parte de fato do instituto. Segundo elas, o projeto gerou várias transformações na relação familiar. Muitas famílias superaram a questão do machismo, já sabem que a mulher não tem ficar só do lado do fogo ou com uma vassoura. Ela pode fazer isso e outras coisas. Elas estão aptas e tem que ser incluídas no mundo de trabalho. A inclusão foi muito positiva e agora o desafio é no mundo do trabalho.

Elisabete Sales – Assessoria de imprensa do IFPI

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