Portal do Governo Brasileiro

Sebastiana

Para a alagoense Maria Sebastiana da Silva, 49 anos, a vida sempre foi dureza. Sozinha, ela arcou com criação dos seus quatro filhos e sustenta um sobrinho. Para garantir a renda da família, ela cata marisco na lagoa de Madaú, faz artesanato filé e vende confecções. No total, ganha cerca de R$ 80 por semana.

Ela cursou  alfabetização  no tempo do Mobral, mas parou os estudos para se casar. Com o Mulheres Mil, ela voltou para a sala de aula junto com as duas filhas, que já são casadas. Desta vez, apesar da dificuldade de enxergar, ela disse que  vai até o final e espera, com isso, um futuro melhor. “Estou achando maravilhoso o programa. As aulas, as professores e as pessoas com quem passei a conviver”, ressaltou Sebastiana.

Outra história de persistência é de Venúzia Silva de Lima, 28 anos. Semi-analfabeta, ela trabalha de doméstica para ajudar o marido no sustento dos seis filhos. Ela tomou  conhecimento do programa por intermédio do projeto de distribuição do leite. “Fui receber o leite e encontrei a irmã Luiza conversando com a professora Magda Zanotto e fui convidada a participar”, afirmou.

Segundo  Venúzia de Lima, voltar aos estudos está melhorando a vida, inclusive a relação com o marido. “Vivíamos discutindo, mas agora a gente dialoga mais e até estou ensinando o que aprendo para ele”, declara. Ela relara que enfrentou resistência do marido, mas, aos poucos, ele foi aceitando.  “No começo, ele não gostou da minha participação, mas a situação mudou, depois que mostrei os resultados”, relata.

Gerônimo Albuquerque – Assessoria de imprensa do IFAL

© Ministério da Educação. Todos os direitos reservados | Desenvolvimento: DTI - MEC - Governo Federal