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O sonho de Maria Helena é aprender mais
A aluna mais velha da primeira turma do Culinária Solidária, Mulheres Mil de Pernambuco, tem uma história marcada pela luta em busca da felicidade. Com 67 anos, Maria Helena dos Santos, relembra sua trajetória até chegar ao Cefet-PE, onde em 2008 voltou a estudar.

Maria Helena casou com 17 anos e logo formou uma família com três filhos, uma menina e dois meninos. Seu marido, ajudante de pedreiro, se esforçava para garantir o sustento de todos enquanto ela cuidava do lar. Tudo parecia perfeito até que em 1970, a dona de casa perdeu sua filha de sete anos.

A ausência da criança modificou profundamente a vida da família. A dor da saudade era tanta que Maria Helena já não conseguia morar no Recife. Tudo lembrava a menina que acabará de falecer. Inconformada, ela - junta com o marido - decidiu se mudar para o Rio de Janeiro.

Na cidade maravilhosa, Maria Helena teve que trabalhar para garantir o sustento de seus filhos. Enquanto atuava como doméstica, seu marido continuava no ramo da construção civil como pedreiro. A situação não era fácil, e o casal foi viver como caseiros em uma casa de praia de uma influente família carioca.

Com saudades de sua terra natal, ela resolveu voltar para o Recife. Sua decisão não era compartilhada com o marido, que resolveu permanecer no Rio. “Tivemos que nos separar. Eu já não suportava o Rio e ele não queria voltar para cá. A separação foi difícil. Tive que voltar a ser empregada doméstica para puder me sustentar”, conta.

Segundo Maria Helena, após a separação sua vida só ganhou novo sentido após conhecer o Mulheres Mil. “Antes eu vivia desconfiada e abatida. Hoje, tenho outras expectativas. Tenho fome pelo conhecimento. Quero aprender mais e mais”, desabafa.

A senhora não esquece as aulas de português, matemática e etiqueta social. “Deixei de estudar muito nova e só agora tenho a oportunidade de voltar a uma sala de aula. Esses dias têm sido muito importantes para mim. Quando entro no ônibus escolar para ir ao Cefet-PE, me sinto uma criança” diz emocionada.

Gil Aciolly – Assessoria de imprensa do IFPE
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