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Nadja Maria da SilvaNa infância, ela foi abandonada. Na fase adulta, chegou a ser espancada pelo marido até no Dia Internacional da Mulher. A história de Nadja Maria da Silva, aluna do projeto Culinária Solidária, foi marcada por uma incessante busca pelo amor e felicidade. Hoje, ela diz que já conseguiu encontrar o que procurava. Aos 38 anos, voltou a estudar e espera ter uma vida ainda melhor através do projeto.

Nádia diz que já nasceu em meio a problemas. Aos 15 dias de vida, foi abandonada. Antes de completar um mês, passou por cinco mães até ganhar um lar. O grande trauma de sua vida ocorreu quando a garota completou sete anos. Ela presenciou uma discussão entre os pais e a avó e descobriu que havia sido adotada. “A descoberta ocorreu da pior forma possível. Minha avó dizia que minha mãe estava arrependida por ter me pegado para criar. Gritou que seria melhor que tivessem me jogado em um rio”, lembra.

A nova realidade aterrorizou a menina, que iniciou a busca pela mãe verdadeira. “Meu sonho é encontrá-la, mas até hoje não consegui”, revela. Na nova casa, ela começou a perceber que faltava apoio dos irmãos e dos pais adotivos. “Eu não ganhava nada. Aos 12 anos, comecei a trabalhar como doméstica para poder comprar minhas coisas”, desabafa.

Com 18 anos, Nadja se apaixonou e resolver dar início a um relacionamento amoroso. Ela conta que era muito carente e na tentativa de suprir essa necessidade, logo casou e teve uma filha. Não demorou muito para que o sonho se tornasse um pesadelo. O marido começou a espancá-la constantemente. Foram cinco anos de agressões.

Nadja só conseguiu reuniu forçar para deixar o marido depois de sofrer o que considerou o maior de todos os espancamentos. “Era 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Ele me jogou da cama.O piso grosso ficou marcado na minha face. Fui parar no hospital. Fiquei irreconhecível, com o rosto em carne viva”, conta.

Tanto sofrimento deixou cicatrizes físicas e emocionais na mulher. “Sempre busquei por carinho. Procurei esse sentimento na família, mas não encontrei. Procurei em um homem e mais uma vez não encontrei”, diz.

Nadja só voltou a sorrir há cinco anos, quando encontrou o atual companheiro. Ela revela que ele é um bom amante, amigo e pai. É quem sustenta a casa. Para ajudá-lo com as despesas, ela resolveu participar do projeto Culinária Solidária. Seu objetivo é se profissionalizar e conseguir um emprego.  “Hoje, sou uma mulher feliz. Por tudo que passei, não espero muita coisa dessa vida, somente continuar a ser feliz”.

Gil Aciolly – Assessoria de imprensa do IFPE
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