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Maria da Glória Santos, reitora do IFTO

Para garantir o ingresso das alunas do Mulheres Mil, o Instituto Federal de Tocantins lançou um edital de seleção, estabelecendo critérios como baixa escolaridade, fragilidade financeira e ser do sexo feminino.  Maria da Glória Santos Laia, reitora da instituição, fala sobre as dificuldades e avanços e as metas de 2010 para o projeto.

MM - Que avanços e aprendizagens a implantação do projeto trouxe para a instituição?
Maria da Glória
- A questão da seleção por edital. Sabemos que se não houvesse uma alternativa, certamente, as mulheres nunca teriam acesso à instituição. A partir do momento que se define uma condição/critério - ser mulher, desfavorecida, sem escolaridade -, torna-se possível chegar ao IFTO. Isto é tão significativo que desperta, em muitas, a vontade de continuar os estudos.

MM - Que contribuições o Mulheres Mil traz para a vida das alunas?
Maria da Glória
- O principal fator é a possibilidade de mudança de vida. Ao se capacitar, a mulher vislumbra uma vida melhor para si e seus filhos. Também considero relevante o fato das mulheres serem vistas como exemplos de perseverança. Tanto alunos quanto servidores se espelham nas mulheres, que são alunas, mães e donas de casa.

MM – Que dificuldades vocês enfrentaram para a implantação do projeto?
Maria da Glória
- Enfrentamos dificuldades de toda ordem, como a necessidade de uma sala ambiente e de transporte, essa bem crítica. Também vejo como espelho a distância temporal entre as escolaridades e aprendizagens de cada uma. A adaptação à instituição, no início, e a convivência. Aponto, ainda, o fato de algumas parcerias não terem sido maiores e mais efetivas.

MM – Que ações estão sendo implantadas no IFTO para que o Mulheres Mil transforma-se em uma política permanente?
Maria da Glória
- Em primeiro lugar, adequando a carga horária para se obter uma certificação, com vistas a uma futura diplomação. Em seguida, a inserção no sistema acadêmico e em todas as atividades regulares. Também estamos buscando o fortalecimento das parcerias para garantir a sustentabilidade. E, finalmente, queremos sensibilizar mais servidores para contribuir no projeto. Para 2010, a meta é ampliar o número de comunidades atendidas, estender o projeto a todos os campi do IFTO, consolidar as parcerias e buscar novas.

Eliane Vieira – Assessoria de imprensa do IFTO.

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