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Reitora do Red River ressalta importância da educação (Gerônimo Vicente)
Desde a última sexta-feira (12/05), Marti Ford, reitora do Red River College, está em Maceió ministrando oficina sobre o sistema de acesso. A metodologia é usada nas instituições canadense para promover o acesso à educação profissional para os imigrantes e aborígines. A oficina faz parte da parceria entre a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e a Associação Comunitária dos Colleges Canadenses (ACCC) para a implantação do Mulheres Mil.

Marti Ford ressaltou que, mesmo enfrentando dificuldades, as pessoas que vivem à margem dos direitos sociais têm potencial de superação. ”Gosto de trabalhar com pessoas  carentes,  porque elas conseguem fazer a diferença. Participar desse trabalho no Brasil é importante, porque discutiremos soluções”, salientou a reitora.

Além da oficina sobre sistema de acesso,  Nelson Toupin, do Cegep Régional de Lanaudièree, e John Remers, do Red River College, promovem curso sobre manipulação e comercialização de alimentos. Os treinamentos, que prosseguem até sexta-feira (19/5),estão sendo ministrados para os docentes dos Institutos Federais (IFs) que estão implantando os projetos em Alagoas, Pernambuco, Maranhão e Roraima.

Nos estados, o Mulheres Mil está ofertando capacitação profissional na área de alimentos para cerca de 500 mulheres. Em Alagoas, a ação está sendo implantada na Vila Santa Ângela, no município de Massagueira. Já em Boa Vista as beneficiadas são as reeducandas do presídio agrícola. Na capital maranhense, o curso está sendo ministrado para as mulheres da Vila Palmeira. Em Recife, as alunas pertencem à comunidade Chico Mendes.

Parcerias viabilizam ação
Famílias foram removidas para escolas da prefeitura (Gerônimo Vicente)
Na abertura da oficina, o pró-reitor de Extensão do IF de Alagoas, Dácio Camerino, ressaltou que as alunas do Mulheres Mil vivem em situação de vulnerabilidade social, por isso é necessário estabelecer parcerias para atender às diversas necessidades.  “Celebramos parcerias com a Santa Casa de Misericórdia  e a Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas para realização de exames ginecológico e obstétrico nas alunas”, informou.

As dificuldades enfrentadas pelas alunas podem ser contatas na situação que elas vivenciam atualmente.  Desalojadas pela enchente da lagoa Manguaba, nas proximidades do povoado de Barra Nova, em Marechal Deodoro-AL, onde residem, elas foram removidas para três escolas da prefeitura.

A aluna Maria Quitéria contou que a água invadiu sua casa pela madrugada, e os móveis  ficaram flutuando.  “Foi o tempo de pegar meus filhos a  sair à rua para  protegê-los”, desabafou.  Sebastiana da Silva relatou que teve uma crise de  hipertensão, diante do desespero de ver a água invadindo a sua casa e as de suas filhas. “Graças de Deus tive força para acalmar todo mundo e pela manhã  dar entrevista à imprensa e denunciar a situação em que vivemos” alertou.

Gerônimo Vicente – Assessoria de imprensa do IFAL
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