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Considerada uma das disciplinas mais difíceis da fase escolar, a matemática passou a ser apreciada pelas alunas do Vestindo a Cidadania, em Teresina. Ivonete Maciel Melo, 47 anos, avalia que o projeto representa um novo salto na sua vida. “Eu estou adorando, aprendi até regra de três, que era o bico-papão da minha vida”, declara. Ela conta que foi surpreendida com a grade curricular da capacitação. “Como é um curso de corte e costura, eu pensei que a gente ia direto para as máquina. Mas não foi assim. Eles nos coloram na sala de aula e começaram a ensinar coisas que há muito tempo a gente tinha visto e outras que a gente nem imaginava”, afirma Ivonete Maciel.

Português, matemática, informática básica, gestão de pequenas empresas, higiene e saneamento básico, história da moda no Piauí e direito da mulher foram as disciplinas ministradas nos cinco meses desse semestre. O gestor do projeto no Estado, Milton Filho, explica que a meta é prepará-las para ingressar no mundo do trabalho. “Além da oferta de educação profissional, a proposta é ajudá-las a organizar uma cooperativa de produção e por isso é fundamental que elas ampliem os conhecimentos”, pontua Milton.

Parcerias
Uma festa de confraternização das alunas marcou o encerramento da primeira etapa da capacitação. Cada uma levou um prato e comemorou as conquistas dessa primeira fase. Em março de 2009, após aprender regras de três, conhecer como se organiza uma pequena empresa e como surgiu a área de moda no Piauí, elas passarão a ter as aulas práticas.

A comemoração contou com a presença da diretora da Unidade Sede do Cefet-PI, Ana Cláudia Galvão, da diretora da UNED de Teresina, Suzana Lago, do Gerente do Vestindo a Cidadania, Milton Filho, e do gerente de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil , Ivar. De férias em Teresina, o gerente fez uma visita informal à Uned de Teresina para conhecer o projeto. “Nossa meta é buscar parcerias que possam contribuir com o financiamento da cooperativa”, explica Ana Cláudia. Suzana lago pontua que há mercado para garantir a inclusão dessas mulheres no mundo trabalho. “Muitos empresários do Piauí contratam costureiras de outros estados por falta de profissionais capacitados. Quando elas terminarem o curso, estarão aptas a atuar”, ressalta Zuzana Lago.

Elisabete Sales – Assessoria de imprensa do Piauí
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