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Alunas aprendem técnica que já era usada pelos faraós (Elisabete Sales)
Retalhos, tesoura e máquinas de overlock e de costura reta. Estes foram os instrumentos usados na oficina de patchwork , ministrada para as alunas do Muheres Mil, em Teresina. Há registros que a técnica começou a ser usada no no século IX a.C, quando os faraós já usavam roupas com técnicas similares.

Existe uma versão de que a técnica foi levada por comerciantes para o antigo Oriente, depois viajou para a atual Alemanha, até que chegou à Inglaterra no século XI, sendo utilizada para fazer tapetes e túnicas clericais. Mas os primeiros tapetes e acolchoados surgiram somente no século XVI, época de Henrique VIII, e costumavam ser presentes de casamento muito admirados. Os cavaleiros da Idade Média também usavam acolchoados como proteção, embaixo da armadura de metal.

Em meados do século XVII, a arte de quiltar chegou às Américas, mais especificamente aos Estados Unidos e Canadá. Trazida pelos colonizadores, era comum ver colchas feitas de linho ou lã, em panos inteiros ou a partir de medalhões centrais e bordas, que permitiam o aproveitamento total de retalhos, já que tecidos eram considerados preciosidade, assim como linhas e agulhas,que eram passadas de mãe para filha.

Ttransmitidas pelas mães e avós para suas descendentes, assim surgiram muitas tradições relacionadas a tecidos, cores e desenhos. Uma tradição de meados de 1800 pedia que a moça fizesse doze colchas antes de poder casar, sendo que a última deveria utilizar os blocos Double Wedding Ring (dois anéis de casamento entrelaçados).

Atualmente, grandes indústrias têxteis desenvolvem anualmente tecidos especiais para o patchwork, assim como existem revistas, materiais e ferramentas que visam facilitar o trabalho. Entre as alunas do Vestindo a Cidadania, a técnica está sendo usada para produzir assessorios, bolsas e cintos, e aplicada nas roupas, gerando peças únicas e criativas.

Confira a produção das alunas.
Fonte: Wikipédia

Stela Rosa – Jornalista do Mulheres Mil
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