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Janick Chevarie, do Cégep de la Gaspésie et dês Ilês, centro de educação canadense, localizado na província de Quebec, esteve em Natal para conhecer o Casa da Tilápia, um dos projetos do Mulheres Mil. O projeto está sendo executado pelo Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Cefet) do Rio Grande do Norte e beneficiará cerca de 300 mulheres.

Janick Chevarie tem formação em pedagogia, é professora e exerce a função de orientadora educacional na instituição, que possui quatro escolas de ensino tecnológico, que são referência na área de pesca.

Durante reunião com diretor-geral do Cefet, Belchior Oliveira, Sérgio França,do Comitê Executivo do Mulheres Mil, Janick, e a equipe de docentes, responsável pela execução da iniciativa, trocaram informações sobre o trabalho que será desenvolvido no Estado. No encontro, a canadense relatou experiências de metodologias de serviços de acesso, articulada com a área de pesca e processamento de pescado, incluindo, a integração entre o setor produtivo e a oferta formativa, avaliação, matriz curricular e acompanhamento pedagógico.

O intercâmbio de informações será promovido através de fóruns virtuais e capacitações que serão promovidas pelo Cégep de la Gaspésie et dês Ilês para os docentes que estão atuando nos projeto do Rio Grande do Norte e Paraíba.

 

Governo brasileiro promove acesso de mulheres desfavorecidas

 

Em meio à dura realidade das assentadas, Janick Chevarie relatou que é visível o sentimento de decepção com projetos anteriores. E, por isso, é preciso ganhar a confiança delas aos poucos, sem criar falsas expectativas. “Percebemos que essas comunidades são menos organizadas do que aquelas com as quais temos o costume de trabalhar. O que vejo aqui são pessoas que já têm o hábito e gostam de trabalhar, e isso já é um bom começo. São pessoas que já tiveram muitas decepções na vida, então é importante que se trabalhe estrategicamente passo a passo, oferecendo um pouquinho de cada vez, para que a esperança vá sendo retomada que essas pessoas tenham mais confiança no projeto”, aconselhou.

Durante a visita aos assentamentos, Janick pontuou que vê no governo brasileiro, através do Ministério da Educação, uma real vontade de promover o acesso dessas pessoas menos favorecidas a um sistema educacional que possibilite a empregabilidade, aumentando o nível de escolaridade e investimento efetivamente na educação do país. “Isso, por si só, já é importante nessa tarefa de transformar vidas. É preciso dar tempo e amor a essas pessoas”, acrescentou.

A medida de cada chapéu

 A canadense ressaltou a importância da parceria entre Brasil e Canadá, respeitando as especificidades de cada um nesse trabalho conjunto. “Não se pode colocar o mesmo chapéu em todas as cabeças, porque cada chapéu tem uma medida”, enfatizou Janick, explicando que vai ser interessante essa troca de experiências para os dois países, porque, se o Canadá apresenta a metodologia de Avaliação e Reconhecimento da Aprendizagem Prévia (Arap), que consiste no reconhecimento da saberes adquiridos do decorrer da vida, uma espécie de certificação por competência, o Brasil pode ensinar uma nova forma de executar o trabalho, que os canadenses, por sua vez, poderão utilizar como modelo em outros países.

Para Janick Chevarie, é importante, também, se pensar na realização de intercâmbios entre professores e estudantes dos dois países. “Somos realmente diferentes e temos que aprender a trabalhar dentro de cada cultura, com o que cada país tem a oferecer”, concluiu.

Carmem Spínola – Assessoria de imprensa da Funcern

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