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No solo arenoso da região dos assentametos, o projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em parceria com outras instituições públicas e entidades como a ONG ARCO, tem beneficiado cerca de 500 famílias no Estado.

O projeto do pólo funciona a partir da construção de tanques, que recebem água de poços artesianos e são impermeabilizados com lona. Nesses tanques, são colocados os alevinos de tilápia, criados à base de ração, e, em seis meses, quando atingem o tamanho e peso ideais, os peixes são retirados do tanque no processo chamado de despesca, que segue os mesmos princípios da pecaria com rede. Do tanque, o pescado é congelado e segue para a etapa de filetagem, realizada no mesmo dia da despesca, enquanto o peixe ainda está fresco.

Num processo delicado, uma equipe treinada – formada em sua maioria por mulheres, que são mais delicadas e cuidadosas –, retira o couro do peixe e, em seguida, os filés, tudo com muito cuidado. A carcaça do peixe – cabeça, rabo e espinhas que guardam resquícios da carne do filé – também é aproveitada para consumo, depois de triturada na despolpadeira, equipamento que separa a carne dos outros resíduos sólidos. Essa carne que sai triturada é utilizada, por exemplo, na fabricação de bolinho e hambúrguer de peixe, enquanto o outro material serve de adubo.

Hoje, apenas o couro da tilápia não é aproveitado. E é aí que entra o Mulheres Mil, que vai capacitar, até o final de 2009, 300 mulheres no trabalho de beneficiamento do couro do peixe, agregando valor à atividade já executada na região. Serão beneficiadas as moradoras dos assentamentos Modelos I e II, Aracati, Bebida Velha e Canudos. Essas localidades estão inseridas na região do Mato Grande, no Rio Grande do Norte, que tem se destacado economicamente como pólo de cultivo de tilápias.

Além da capacitação profissional, as mulheres terão acesso à oferta do ensino fundamental na modalidade Educação de Jovens e Adultos (Eja). A ação, desenvolvida pelas secretarias municipais de educação, possibilitará às participantes a oportunidade de ter uma qualificação e aumentar a escolaridade.

Carmem Spinola – Assessoria de imprensa da Funcern

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