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Mulheres comemoram início das aulas (Divulgação IFRN)
Longe da sala de aula há vários anos, as mulheres, beneficiadas pelo Casa da Tilápia, experimentam sentimentos de ansiedade e euforia, típicos do primeiro dia de aula. Francisca Jacinto, 40 anos, moradora de Bebida Velha, era uma das mais empolgadas durante a aula inaugural. “Nunca pude estudar e é o Mulheres Mil vai me ensinar a ler e escrever”, disse, eufórica, dona Francisca.

A euforia também estava estampada no rosto de Luciene Aciole, de 32 anos, moradora de Aracati. Ela parou de estudar na antiga 7ª série, há cerca de 14 anos, por causa do casamento. “Quando o pessoal da escola chegou por aqui falando do projeto, acho que fui a primeira a me inscrever”, falou Luciene, já vestida com a camiseta do uniforme e abraçada ao material escolar, revelando estar contando os minutos para as aulas começarem.

Moradora de Canudos há 20 anos, Zuleide Batista, também demonstrava ansiedade. A agricultora de 42 anos, casada, quer ser exemplo para os seis filhos e três netos. “Vou agarrar essa oportunidade e não tem quem me faça desistir”, disse, abrindo um largo sorriso.

No Rio Grande do Norte, o projeto beneficiará trabalhadoras rurais, moradoras de cinco comunidades rurais: Canudos, no município de Ceará-Mirim; Aracati, em Touros; Bebida Velha, em Pureza; Modelo I e Modelo II, em João Câmara.

As alunas terão, além do curso profissionalizante de artesanato utilizando couro da tilápia, aulas de português, matemática, cooperativismo, direitos e saúde da mulher, entre outras. A equipe é multidisciplinar e conta com professores, técnicos-administrativos, alunos-bolsistas e profissionais, como psicólogos e pedagogos, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

Carmem Spinola – Assessoria de imprensa do IFRN
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