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Casada, quatro filhos, 41 anos, estudou somente até a 4ª série e muito suor derramado vendendo frutas na feira de Natal para sustentar a família. Assim é a vida de Eliane Maria de Carvalho Belo, moradora da comunidade de Bebida Velha, na região Agreste do Rio Grande do Norte. Ela, o marido Sebastião e os filhos sobrevivem com a ajuda da aposentadoria de sua mãe, que é de apenas um salário mínimo.

A história de Eliane se assemelha à da maior parte das mulheres atendidas pelo programa Mulheres Mil. Quando era mais nova, tentou conciliar estudo, trabalho e família, mas não era fácil. “Eu passava o dia todo trabalhando e quando ia para aula à noite estava tão cansada que dormia na classe”, conta Eliane. Um dia o sono venceu o sonho e ela desistiu. A escola virou apenas um retrato do passado.

Sem acesso à educação, Eliane continuaria sendo mais uma das milhares de mulheres com pouco estudo que vive a dura falta de perspectiva. Agora a realidade pode mudar. Ela é a mais nova integrante do Casa da Tilápia, nome do projeto no estado. A ação será executada pelo Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Cefet) do Rio Grande do Norte e atenderá 300 mulheres dos assentamentos de Canudos, Aracati, Bebida Velha, Modelo I e II, localizados nos municípios de Ceará Mirim, Pureza, Touros e João Câmara. Nos locais, serão ofertados cursos na Modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) Fundamental com profissionalização nas áreas de beneficiamento do couro de peixe (curtume), alimentos (processamento de frutas) e artesanato (customização do couro).

Além disso, serão implantadas quatro unidades produtivas, uma em cada assentamento, observando a especificidade de cada curso. Os assentamentos de Canudos e Aracati serão contemplados com a mesma unidade produtiva, pois são próximos geograficamente.

Romana Alves Xavier e Carmem Spinola - Assessoria de imprensa Cefet - Rio Grande do Norte

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