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Alunas devem concluir qualificação em dezembro.

Com aula inaugural realizada na cozinha industrial do Senac, as 40 reeducandas, integrantes da segunda turma do projeto, começaram a qualificação profissional. Parceiro do Instituto Federal de Roraima (IFRR) na execução do projeto, o Senac oferta o módulo profissionalizante.

Na cerimônia, a gestora do projeto no Estado, Crisonéia Nonata de Brito, destacou a importância da ação conjunta para o êxito da ação. “Graças aos parceiros este projeto é possível. Agradecemos a todas as instituições que nos apóiam”, pontuou Crisonéia, acrescentando que o Mulheres Mil está em processo de institucionalização para se transformar em política pública a ser desenvolvida em todos os Institutos Federais do Brasil.

A reeducanda Kátia Pereira de Souza destaca a importância de participar do projeto. “Tenho aprendido muito com o curso, principalmente com a oficina de informática, pois eu nunca havia utilizado um computador e hoje tenho noções sobre informática. Lá fora temos muitas ocupações, cuidamos dos filhos e não temos tempo para o estudo, aqui vou conseguir me capacitar”, frisou Kátia.

O módulo do curso de Cozinha Regional, composto por 200 horas, abrange a parte prática durante a qual as alunas aprenderão a preparar pratos da culinária regional, com técnicas de manipulação, noções de higiene e segurança no manuseio de alimentos. A aula inaugural foi ministrada pela instrutora do Senac, Rita Werner, que explicou como acontecerão as aulas práticas. “Vocês sairão daqui preparadas para gerir seus próprios negócios ou prestar serviços para qualquer empresa ou instituição. Ensinaremos como trabalhar com alimentos, manipulação, conservação, preparo de comidas quentes, panificação e confeitaria”, disse.

Inserção no mundo do trabalho

O diretor Regional do Senac, Geraldo dos Anjos, enfatizou a preocupação da instituição com a inserção social. “Nós, parceiros, estamos fazendo nossa parte, mas é necessário que vocês, reeducandas, realmente abracem a causa e aproveitem o curso da melhor maneira possível, pois estamos ansiosos para conseguir inseri-las no mercado de trabalho”, pontuou.

A oportunidade de transformação social através do acesso à educação é, segundo o reitor do IFRR, Edvaldo Pereira da Silva, a força do Mulheres Mil. “Queremos mais uma vez destacar a relevância do projeto em Roraima, porque percebemos a importância de resgatar e inserir no mercado mulheres vítimas da desigualdade social”, ressaltou Edvaldo Pereira.

A previsão é que as aulas terminem em dezembro, quando haverá a solenidade de certificação das reeducandas e o lançamento do vídeo documentário do projeto que está sendo produzido por uma equipe da Universidade Federal de Roraima em parceria com a TV Universitária, sob a coordenação do assessor de comunicação da UFRR, Éder Rodrigues.

Virgínia Albuquerque – Assessoria de imprensa do IFRR

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