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Walmira, Estelita e Ariaydala (Crédito: Nancy dos Anjos)

 

Idade acima dos 30 e baixa escolaridade. Estas são, segundo as mulheres que estão participando do projeto Transformação, cidadania e renda, as principais causas de exclusão do mercado de trabalho. Maria Estelita Pereira, 49 anos, conhece as dificuldades que as mulheres enfrentam no mundo do trabalho. "Trabalhei no comércio durante 20 anos, mas não estou conseguindo emprego", relata. Em busca de novas possibilidades, ela está investindo na qualificação para camareira. "Apesar da idade, quando concluir a profissionalização, as portas se abrirão", aposta.

Com duração de quatro anos, em Manaus, a capacitação é na área de turismo e beneficiará 120 mulheres de baixa renda que residiam nas comunidades dos igarapés do entorno da zona urbana de Manaus. As aulas estão sendo ministradas por docentes do Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Amazonas (CEFET-AM). O curso começou em abril e termina em 2009, quando terá início uma segunda turma. No Brasil, o Mulheres Mil beneficiará mil mulheres das regiões Norte e Nordeste.

A batalha por emprego das manausenses é igual à de milhares de cidadãs no planeta. Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2007, registra a existência de 81 milhões de mulheres a procura de emprego no mundo.

Walmira Aguiar de Souza, 37 anos, aluna do projeto, também está nessa estatística. Ela relata que, nas suas buscas por trabalho, percebe que as empresas optam pelos mais jovens, com nível superior ou técnicas. "Temos que buscar qualificação. E essa é uma oportunidade maravilhosa", pontua.

Reconhecimento dos saberes - A situação de Ariaydala da Silva Rocha, 26 anos, é um pouco diferente. Ela trabalhava de camareira, mas, como não tem certificação, encontra dificuldade de conseguir um posto de trabalho. "Estou entrando de corpo e alma no curso, porque sei que as coisas vão melhorar quando eu concluir e receber meu certificado", aposta.

O reconhecimento das experiências adquiridas no decorrer da vida é uma das metodologias repassadas pelas escolas canadenses, parceira do projeto, e que está sendo aplicada no Mulheres Mil. Denominado Sistema de Avaliação e Reconhecimento de Aprendizagem Prévia (Arap), a metodologia consiste no mapeamento e certificação dos conhecimentos adquiridos pelas mulheres no decorrer da vida.

Leia os Eixos Norteadores do Mulheres Mil.

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